SCIACCA, Michele Federico. L’interiorità oggettiva. A cura di Nunzio Incardona. Palermo: L’Epos, 1989.
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Estrutura e ideias principais
1. Introdução e crítica à modernidade filosófica
Sciacca analisa o percurso da filosofia moderna: de Descartes a Hegel, passando por Kant, a razão se absolutiza e perde sua abertura ao transcendente. A verdade passa a ser vista como produto do sujeito, culminando na dissolução da metafísica na lógica.
Ele também critica as correntes contemporâneas — relativismo, existencialismo problemático, historicismo — que negam a possibilidade da verdade. Contra isso, Sciacca afirma que:
• A verdade não é criada pelo sujeito, mas se dá a ele;
• O homem participa da verdade por meio de sua interioridade.
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2. A interioridade objetiva
A noção central do livro é a de interioridade objetiva:
• Interioridade não é introspecção psicológica, mas estrutura ontológica;
• Objetiva, porque está ordenada ao ser e à verdade, e não fechada no eu.
Inspirado em Agostinho e Rosmini, Sciacca defende que o ser humano possui um lumen intelligibile, uma luz intelectual que lhe permite intuir a ideia do ser. Essa intuição não é derivada da experiência nem fruto de abstração, mas condição da possibilidade do conhecimento.
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3. Espírito e razão
O homem não deve ser definido apenas como “animal racional”, mas como animal espiritual:
• O espírito inclui razão, vontade, sentimento — numa síntese vivente e unitária;
• O erro do panlogismo idealista foi reduzir o espírito ao conceito lógico;
• A metafísica verdadeira deve partir do ser, e não da razão abstrata.
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4. Conhecimento e ser
Sciacca distingue entre:
• A ideia do ser: intuída pela inteligência, princípio de verdade;
• Os conceitos dos entes: formados pela razão, a partir da experiência.
A filosofia deve buscar a sabedoria, não apenas o saber técnico ou científico. Isso exige uma abertura ao mistério do ser, que só pode ser acolhido por uma interioridade aberta ao transcendente.
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Conclusão
L’interiorità oggettiva é uma resposta metafísica e espiritual à crise do pensamento moderno. Sciacca propõe uma reabilitação da filosofia como via de sabedoria, ancorada numa antropologia integral e numa metafísica do ser iluminada pela interioridade.

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